Como Funciona O Universo: Princípio de Ritmo
Em nossa série de estudos sobre os Princípios Herméticos descritos no livro O Caibalion (Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia), chegamos ao quinto Princípio, o Princípio de Ritmo.
"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."
Já vimos no Princípio de Polaridade, que tudo vem em par, tudo tem dois pólos. O Ritmo vem complementar que tudo se manifesta em um movimento proporcional entre esses dois pólos.
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Se temos a maré alta, temos a maré baixa, se temos o fluxo, temos o refluxo, se temos o nascimento, temos a morte, se algo "vai", esse algo também "volta".
Mas o interessante aqui é entender que esse Princípio não diz que esse "vai e volta" é entre as extremidades das polaridades da energia que se está manifestando. A chave é entender que "o ritmo é a compensação". Se algo vai "até 10", a compensação será "menos 10". Agora se algo vai "até 100", a compensação será "menos 100".
Quanto mais próximo manifestarmos o extremo de uma energia, mais próximo do extremo oposto também será manifestado. Se projeto isso no externo, o externo se encarregará de projetar o mesmo. Lembra das Leis de Newton?
"A terceira lei de Newton, conhecida como lei da ação e reação, afirma que, para toda força de ação que é aplicada a um corpo, surge uma força de reação em um corpo diferente. Essa força de reação tem a mesma intensidade da força de ação e atua na mesma direção, mas com sentido oposto." Fonte
Essa Lei se manifesta em todos os Planos (Físico, Mental e Espiritual). Mas para lidar com isso, você pode usar a técnica de Neutralização.
Se você sentiu um pico de felicidade, virá uma tristeza proporcional. Mas essa manifestação da tristeza não precisa durar o mesmo tempo que foi a felicidade. Pense em carga energética. Esse pico de tristeza pode durar alguns segundos apenas. Mas para ele durar alguns segundos apenas, você precisa se tornar o observador dessa emoção. Se você entende que ela é natural, não tem problema nenhum em sentir e você não se deixa ser carregado por ela (sem dramatizar ela), o "pico" da tristeza vai ocorrer e a compensação foi feita.
Perceba que não é que você se manteve feliz o tempo todo, você manifestou os dois lados. Agora se você se apegar a tristeza e ir potencializando ela, você vai precisar de um pico muito maior de felicidade para poder compensar. E aqui acabamos entrando no limiar de felicidade/euforia. Eu tento ficar muito eufórico para compensar, mas com isso lá vem outro pico de fossa. Me deixei levar pela fossa, potencializei a fossa, lá vem minha necessidade de euforia maior ainda, lá vem os vícios, lá vem todo um ciclo.
Esse mesmo princípio pode ser aplicado a tudo, tanto a nível pessoal como a nível coletivo. Deixo para sua reflexão outros exemplos possíveis. E lembre-se
A plenitude virá do caminho do meio.
Até a próxima!
Me chamo Ricardo Tinti, sou Humanoterapeuta e Psicanalista Espiritualista.


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